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• Andragogia – Um Conceito de Educação • Andragogia nas Empresas • Conclusão • Bibliografia |
| Introduçao | |||||||||||||||
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Como tratamos nossos filhos pequenos? Como eles reagem e
aprendem? | |||||||||||||||
| Andragogia – Um Conceito de Educação | |||||||||||||||
| A Andragogia significa, portanto,
“ensino para adultos”. Um caminho educacional que busca compreender o
adulto desde todos os componentes humanos, e decidir como um ente
psicológico, biológico e social. Busca promover o aprendizado através da experiência, fazendo com que a vivência estimule e transforme o conteúdo, impulsionando a assimilação. O adulto, após absorver e digerir, aplica. É o aprender através do fazer, o “aprender fazendo”. Jorge Larrosa e Walter Kohan, na apresentação da coleção “Educação: Experiência e Sentido”, acentuam a importância da experiência do aprendizado: “A experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à educação. Educamos para transformar o que sabemos, não para transmitir o que é sabido” Adriana Marquez em palestra no Primeiro Encontro Nacional de Educação e Pensamento, na República Dominicana, cita: “A Andragogia na essência é um estilo de vida, sustentado a partir de concepções de comunicação, respeito e ética, através de um alto nível de consciência e compromisso social” complementa ainda: “As regras são diferentes, o mestre (Facilitador) e os alunos (Participantes) sabem que tem diferentes funções, mas não há superioridade e inferioridade, normalmente não é o mesmo que acontece na educação com crianças” Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”, afirma: “ Ninguém educa ninguém, nem ninguém aprende sozinho, nós homens (mulheres) aprendemos através do mundo” Em “Pedagogia da Autonomia”, Freire diz: “ Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” Eduard Lindeman, em “The Meaning of Adult Education" (1926), identificou, pelo menos, cinco pressupostos-chave para a educação de adultos e que mais tarde transformaram-se em suporte de pesquisas. Hoje eles fazem parte dos fundamentos da moderna teoria de aprendizagem de adulto: 1. Adultos são motivados a aprender à medida em que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto. 2. A orientação de aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são as situações de vida e não disciplinas. 3. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências. 4. Adultos têm uma profunda necessidade de serem autodirigidos; por isto, o papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los. 5. As diferenças individuais entre pessoas cresce com a idade; por isto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem. • Pedagogia x Andragogia – Comparações Malcom Knowles, aborda comparativamente:
• Princípios e Caminhos de Aprendizagem na Andragogia Algumas pesquisas afirmam que estudantes adultos aprendem apenas 10% do que ouvem, após 72 horas. Entretanto são capazes de lembrar 85% do que ouvem, vêm e fazem, após as mesmas 72 horas. Não basta apenas, portanto, o envolvimento do ser humano na esfera do “pensar”, através de estímulos lógicos e racionais. É necessário o envolvimento na esfera do “sentir”, proporcionando estímulos interiores e emocionais. Desta forma, o sentir estimula o “querer”, transformando em vontade e ação. O Eixo Andragógico constitui-se do Participantes e do Facilitador, sendo direcionados pelos princípios da Horizontalidade e Participação. Alcalá Adolfo, em “A Prática Andragógica em Adultos de Idade Avançada”, define: “A Andragogia é a ciência e a arte que, sendo parte a Antropologia e estando imersa na Educação Permananente, se desenvolve através de uma prática fundamentada nos princípios da Participação e da Horizontalidade, cujo processo, orientado com características sinérgicas pelo Facilitador do aprendizado, permite incrementar o pensamento, a autogestão, a qualidade de vida e a criatividade do participante adulto, com o propósito de proporcionar uma oportunidade para que se atinja a auto-realização”. ![]() • Casos práticos na Universidade: A utilização na Andragogia nos cursos universitários é uma prática realizada atualmente. Tenho recebido emails de diversos casos e vejo que há diversos interessados implementando experiências andragógicas em sala de aula.. Apesar da rigidez dos programas é possível implementar algumas práticas capazes de facilitar o aprendizado e estimular o desenvolvimento destes jovens. Segue, abaixo, duas experiências vivenciadas por mim em sala de aula. A primeira na graduação e a segunda na pós-graduação. Caso 1: Problema: Como desenvolver uma avaliação que estimule e mensure as habilidades necessárias diante de um cenário de diversas mudanças? Como desenvolver no grupo uma visão do todo? Como tornar a prova em algo motivante? Experiência: Foi ministrado uma prova na qual os alunos eram responsáveis pela elaboração das perguntas e das respostas. A avaliação deu-se pela qualidade de ambas, buscando do aluno um entendimento amplo e a capacidade de elaborar as questões. Resultado: Foi surpreendente a qualidade das questões. O resultado foi muito positivo e, conforme o feedback dos alunos, o processo de avaliação foi muito estimulante. Lição extraída no grupo: No cenário atual de grandes e rápidas mudanças, o mais importante é a capacidade de formular as questões certas, pois as respostas certas de hoje podem não ser válidas para o amanhã. Caso 2: Problema: Como construir o conteúdo da aula utilizando as experiências dos participantes? Como estimular e desenvolver no grupo a capacidade de formulação de questões? Experiência: Passo 1) O conceito foi oferecido, lembrando que o conteúdo maior virá das experiências. Foi realizada uma explanação de 50 minutos. Passo 2) Os participantes foram convidados a se dividirem em grupos (no máximo de 5 alunos) para discutir o conteúdo e associá-lo com a realidade. Uma forma de fazê-lo é utilizar um texto (reportagem, caso, etc) e solicitar que o grupo elabore perguntas para serem discutidas em plenário. As perguntas não podem ser fechadas, elas precisam estimular o debate e a troca de experiências e percepções. Desta forma o grupo digere o conteúdo e o pratica. Passo 3) Cada pergunta que foi colocada no plenário foi discutida. Os conceitos foram expandidos e as respostas compartilhadas. Passo 4) Após as perguntas respondidas, o Facilitador fez uma retrospectiva extraindo do grupo as ações e conclusões compartilhadas. Uma forma de manter a seqüência e resgatar algo que não foi totalmente digerido é, ao longo do processo, anotar os tópicos e perguntas abordados na lousa ou flipchat. A postura do Facilitador é de estimular o grupo a seguir o caminho do aprendizado. Resultado: O grupo envolveu-se completamente na construção do conteúdo e sentiu-se responsável pelo mesmo, gerou-se elevado nível de comprometimento e absorção. Lição extraída: Quem é o professor neste caso? O conteúdo do grupo e do facilitador foram de igual importância e a soma das experiências foi a grande riqueza do processo. | |||||||||||||||
| Andragogia nas Empresas | |||||||||||||||
| Métodos Andragógicos tem sido utilizados
em empresas de todo o mundo. Os conceitos estão sendo expandidos para a
gestão de pessoas, planejamento estratégico, marketing, comunicação,
processos de qualidade, etc. Desde simples reuniões até complexos projetos
de planejamento estratégico estão seguindo métodos baseados em conceitos
andragógicos. As empresas já perceberam as vantagens e rapidamente
implantaram programas de formação para transformarem seus funcionários em
Facilitadores permanentes dentro da organização. - Caso Prático: Segue, abaixo, uma experiência que compartilhei como diretor de vendas e marketing em uma empresa de cosméticos. Problema: Como desenvolver na equipe de vendas um sentimento de “fazer parte” do desenvolvimento de um novo produto, tornando-os “cúmplices” do lançamento e evitando a tradicional resistência vendas x marketing. Experiencia: No lançamento de uma nova linha de produtos, ao invés de fazer aquelas apresentações pirotécnicas resolvemos desenvolver um trabalho em grupo com a equipe de representantes para levantar algumas necessidades de mercado. Foi muito interessante porque o processo utilizado fez com que diversos argumentos fossem desenvolvidos por eles e, quando apresentamos a novidade, não houve necessidade de convencimento. Resultado: A equipe de vendas saiu da simples posição de crítica observadora para a posição de co-responsável pelo sucesso do novo produto. Lição Extraída do Grupo: O comprometimento com o sucesso de um novo projeto é imediato quando todos os envolvidos saem da posição de espectadores para a posição de participantes. | |||||||||||||||
| Conclusão | |||||||||||||||
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O Facilitador preparado está consciente dos complexos processos sociais
envolvidos na interação grupal e no processo criativo. Compreende-o
primeiro em si mesmo para depois capacitar-se a ajudar outras pessoas a se
perceberem e a se fortalecerem no trabalho em grupo | |||||||||||||||
| Bibliografia | |||||||||||||||
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• ADIGO (2001) – Programa de Desenvolvimento de Líderes e
Facilitadores. São Paulo. | |||||||||||||||
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